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Segundo o presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros, José da Fonseca Lopes, a situação dos caminhoneiros só piorou após a greve.

Vias bloqueadas, falta de suprimento nas prateleiras dos supermercados, postos de combustíveis desabastecidos e uma redução de quase R$ 48 bilhões* no Produto Interno Bruto (PIB) de 2018, essas foram algumas consequências da greve histórica que parou o país há um ano, quando os caminhoneiros se mobilizaram e cruzaram os braços por conta da escalada do preço do óleo diesel, cuja política da Petrobrás previa aumentos semanais.

A greve se estendeu por dez dias e diante de conversas, reuniões, manifestações e promessas até que o Congresso aprovou uma tabela com valores mínimos para o frete de cargas no país e reduziu o preço do diesel em R$ 0,46 a partir de julho de 2018 de maneira que conseguisse acalmar os ânimos e recolocar o caminhoneiro na estrada. E após o subsídio, a greve teve seu fim.

Agora, um ano depois, apesar de tudo que foi prometido, a situação parece não ter melhorado. Após o fim do subsídio em dezembro, o diesel voltou a subir e, na semana passada, já havia superado o preço médio de maio de 2018, e como se já não bastasse, a tabela do preço mínimo do frete também não funciona adequadamente.

Nos últimos meses, o novo governo segue tentando manter as coisas em ordem já que em Abril deste ano, movido à rumores de paralisação, que novamente traria prejuízos desastrosos ao país, foi anunciado uma linha de crédito de R$ 500 milhões para a categoria, na qual cada caminhoneiro teria acesso a um financiamento de até R$ 30 mil para manutenção dos veículos e compra de pneus, por exemplo.

O presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros, José da Fonseca Lopes, disse em audiência na Comissão de Viação e Transportes, na Câmara dos Deputadosque a situação dos caminhoneiros só piorou após a greve. Para ele, o sindicato foi o responsável pela redução no preço do diesel e está lutando para que o preço do combustível tenha uma nova queda. Apesar disso, parte dos trabalhadores e caminhoneiros do sindicato esperam resolver isso de outra maneira, pois muitos deles alegam não ter mais condições financeiras para parar novamente.

*Informações obtidas pelo site da Câmara dos Deputados e pelo site EXAME.

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